domingo, 2 de novembro de 2014

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 12

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 12



No cinema, só quem fala são os atores do filme. Nós calamos para que eles possam falar. Nossa vida cala para que outra fale.  (l. 19-20)
O trecho acima usa uma figura de linguagem chamada de:
(A) metáfora
(B) hipérbole
(C) eufemismo
(D) metonímia

Alternativa correta: (D)
Eixo interdisciplinar: Construção do texto
Item do programa: Relações semânticas
Subitem do programa: Metonímia
Objetivo: Reconhecer construção metonímica em um enunciado.

Comentário da questão:
Os atores representam personagens que por sua vez representam os espectadores que assistem aos filmes. Cada personagem representa inumeráveis espectadores, cumprindo uma função metonímica, isto é, pela parte (o personagem) representar o todo (todos os espectadores).

Percentual de acertos: 27,33%
Nível de dificuldade: Difícil (abaixo de 30%)
Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br  

Na Espanha, estudantes fazem protestos contra cortes na educação

Na Espanha, estudantes fazem protestos contra cortes na educação




Milhares de jovens foram às ruas de várias cidades do país. Eles dizem que governo trabalha para transformar educação em negócio.

Fonte: Educação G1
Categoria: Educação

Enem 2013 - Questão 109 comentada

Enem 2013 - Questão 109 comentada

Jogar limpo

Argumentar não é ganhar uma discussão a qualquer preço. Convencer alguém de algo é, antes de tudo, uma alternativa à prática de ganhar uma questão no grito ou na violência física - ou não física. Não física, dois pontos. Um político que mente descaradamente pode cativar eleitores. Uma publicidade que joga baixo pode constranger multidões a consumir um produto danoso ao ambiente. Há manipulações psicológicas não só na religião. E é comum pessoas agirem emocionalmente, porque vítimas de ardilosa - e cangoteira - sedução. Embora a eficácia a todo preço não seja argumentar, tampouco se trata de admitir só verdades científicas - formar opinião apenas depois de ver a demonstração e as evidências, como a ciência faz. Argumentar é matéria da vida cotidiana, uma forma de retórica, mas é um raciocínio que tenta convencer sem se tornar mero cálculo manipulativo, e pode ser rigoroso sem ser científico.

Língua Portuguesa. São Paulo, ano 5, n. 66. abr. 2011 (adaptado).

No fragmento, opta-se por uma constução linguística bastante diferente em relação aos padrões normalmente empregados na escrita. Trata-se da frase “Não física, dois pontos”. Nesse contexto, a escolha por se representar por extenso o sinal de pontuação que deveria ser utilizado

a) enfatiza a metáfora de que o autor se vale para desenvolver seu ponto de vista sobre a arte de argumentar.

b) diz respeito a um recurso de metalinguagem, evidenciando as relações e as estruturas presentes no enunciado.

c) é um recurso estilístico que promove satisfatoriamente a sequenciação de ideias, introduzindo apostos exem-plificativos.

d) ilustra a flexibilidade na estruturação do gênero textual, a qual se concretiza no emprego da linguagem conotativa.

e) prejudica a sequência do texto, provocando estranheza no leitor ao não desenvolver explicitamente o raciocínio a partir de argumentos.

Resolução: C

A alternativa c, resposta oficial, não difere da alternativa b, pois em ambas o recurso linguístico em questão é descrito de forma equivalente: ele “evidencia relações e estruturas presentes no enunciado” - confome se afirma em b -, sendo tais relações as que ligam os períodos exemplificativos à afirmação que exemplificam - conforme se explicita em c. Além disso, é correta a afirmação de b de que se trata de “um recurso de metalinguagem”, pois é metalinguística a ênfase contida descrição verbal de um sinal de pontuação. Portanto, trata-se de um teste em que ambas as alternativas, b e c, deveriam ser admitidas como corretas.

sábado, 1 de novembro de 2014

Aulas começam no Iraque com um mês de atraso por causa de conflitos

Aulas começam no Iraque com um mês de atraso por causa de conflitos




Volta às aulas havia sido adiada por causa dos ataques do Estado Islâmico. Escolas foram usadas para abrigar refugiados e vítimas dos ataques.

Fonte: Educação G1
Categoria: Educação

Robôs fazem simulações de resgate, dançam e até jogam futebol na USP

Robôs fazem simulações de resgate, dançam e até jogam futebol na USP




Conferência ocorre em São Carlos, SP, com 12 competições e 170 equipes. Maior feira de robótica do Brasil, JCRIS chega ao fim nesta quarta-feira (22).

Fonte: Educação G1
Categoria: São Carlos e Região

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 11

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 11


O texto é centrado na expressão onomatopaica blablablá, que normalmente se escreve no lugar de uma longa fala irrelevante. A autora, no entanto, lhe empresta outro sentido e outra função.
No texto, a expressão os blablablás se refere àqueles que:
(A) tratam de assuntos banais
(B) reprimem pessoas desatentas
(C) discutem ética de espectadores
(D) falam em momento inapropriado

Alternativa correta: (D)
Eixo interdisciplinar: Construção do texto
Item do programa: Procedimentos de coesão e coerência
Subitem do programa: Condições de interpretabilidade
Objetivo: Discriminar alteração de sentido de palavra em contexto específico.

Comentário da questão:
No texto, a autora emprega a expressão substantiva “os blablablás”, que indica uma conversa sem conteúdo, para se referir àquelas pessoas que, nas salas de cinema, não respeitam os demais espectadores e falam em momento inapropriado.

Percentual de acertos: 94,04%
Nível de dificuldade: Fácil (acima de 70%)
Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br  

Garis de BH usam livros herdados dos filhos para estudar para o Enem

Garis de BH usam livros herdados dos filhos para estudar para o Enem




Ex-alunos da EJA, amigos concluíram o ensino médio neste ano. "Comecei a pegar amor ao estudo de novo e não quis parar", diz funcionário.

Fonte: Educação G1
Categoria: Minas Gerais

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 10

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 10

Ele está fazendo noventa anos. É uma idade respeitável, e não são muitos que chegam lá, mas - quanto tempo ele pode ainda viver?  (l. 14-15)
No contexto, a pergunta feita pelo narrador está diretamente ligada à informação acerca da idade do pai de Matilda.
No entanto, entre a informação e a pergunta, o narrador enuncia duas ponderações que possuem a função de:
(A) desfazer a certeza de que a fala é impensada
(B) amenizar o choque que a indagação pode trazer
(C) reiterar a ideia de que o presente é equivocado
(D) enfatizar o realismo que o remetente quer mostrar

Alternativa correta: (B)
Eixo interdisciplinar: Construção do texto
Item do programa: Procedimentos de coesão e coerência
Subitem do programa: Relações entre as partes do texto
Objetivo: Explicar sentido específico de comentário associado a pergunte retórica.

Comentário da questão:
Ao afirmar que noventa anos é uma idade respeitável e que não são muitas pessoas que conseguem atingi-la, o narrador procura amenizar o choque de sua pergunta retórica: “quanto tempo ele pode ainda viver?”. A pergunta é retórica porque deixa implícita a resposta do narrador: com certeza o pai de sua esposa não pode viver muito mais tempo.

Percentual de acertos: 53,92%
Nível de dificuldade: Médio (acima de 30% e igual ou abaixo de 70%)
Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br  

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 09

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 09



para lhe transmitir aquilo que a contrariedade (para não falar indignação) me impediu de dizer de viva voz. (l. 1-2)
Na sequência em que se encontram, as palavras grifadas configuram o seguinte recurso:
(A) gradação
(B) enumeração
(C) ambiguidade
(D) generalização

Alternativa correta: (A)
Eixo interdisciplinar: Construção do texto
Item do programa: Formas de articulação de ideias
Subitem do programa: Gradação
Objetivo: Identificar sentido gradativo na combinação de palavras no enunciado.

Comentário da questão:
Como a indignação é uma contrariedade em grau de intensidade mais elevado, na sequência em que se encontram, da contrariedade para a indignação, essas duas palavras configuram o recurso da gradação.

Percentual de acertos: 51,53%
Nível de dificuldade: Médio (acima de 30% e igual ou abaixo de 70%)
Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br  

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 08

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 08


Apesar de enunciado em primeira pessoa, o texto inclui, implícita ou explicitamente, outras vozes.
Um exemplo da presença explícita da fala de outro personagem no texto é:
(A) Que horror, Matilda. (l. 8)
(B) A tecnologia de um país que, afinal, deu ao mundo a Revolução Industrial. (l. 10)
(C) tem que matar esses vagabundos. (l. 25)
(D) Lá ninguém usa casimira. (l. 31)

Alternativa correta: (C)
Eixo interdisciplinar: Construção do texto
Item do programa: Polifonia e intertextualidade
Subitem do programa: Discurso relatado
Objetivo: Exemplificar presença de discurso relatado na enunciação do narrador.

Comentário da questão:
Na carta que escreve, o personagem lembra uma frase característica do pai de sua esposa, destinatária da carta: “tem que matar esses vagabundos”. Essa frase mostra a presença explícita da fala de outro personagem no texto.

Percentual de acertos: 90,30%
Nível de dificuldade: Fácil (acima de 70%)
Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br  

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 07

UERJ 2014 Questões comentadas - 2° fase Questão 07



O conto de Moacyr Scliar adota a forma de uma carta, gênero que tem convenções específicas.
Uma das marcas que permitem associar esse texto a uma carta é a presença de:
(A) vocativo
(B) narrativa
(C) confissão
(D) argumentação

Alternativa correta: (A)
Eixo interdisciplinar: Construção do texto
Item do programa: Gêneros
Subitem do programa: Composição típica dos enunciados
Objetivo: Identificar elemento específico na composição do gênero carta.

Comentário da questão:
Denomina-se “vocativo” a expressão linguística usada para chamar alguém. Um vocativo típico é a expressão do nome da pessoa com quem se fala ou para quem se escreve, como “Matilda”. Logo, o uso do vocativo é uma marca que permite associar claramente o texto a uma carta.

Percentual de acertos: 49,73%
Nível de dificuldade: Médio (acima de 30% e igual ou abaixo de 70%)
Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br  

Enem 2013 - Questão 108 comentada

Enem 2013 - Questão 108 comentada

Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como dança aristocrática. oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa.

No Brasil, foi introduzida como dança de salão e, por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência, é importante a presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes marcações: “Tour”, “En avant’, “Chez des dames”, “Chez des cheveliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”, “Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc.

No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.

CASCUDO. L.C. Dicionário do folclore brasileiro.

Rio de Janeiro: Melhoramentos. 1976.

As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por

a) possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região.

b) abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma mesma nação.

c) apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo, também, considerada dança-espetáculo.

d) necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.

e) acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.

Resolução: B

Segundo o texto, a quadrilha surgiu nos salões franceses, difundiu-se pela Europa, chegou aos salões do Brasil e ganhou popularidade, sofrendo alterações e adaptações regionais.